O Vietnã se estende por mais de 1.600 quilômetros de norte a sul, e essa forma alongada explica quase tudo: o país muda de clima, de cozinha e de temperamento conforme se desce o mapa. Hanói guarda a formalidade do norte e o peso da história; Hue preserva a herança imperial; Hoi An mantém o casario colorido de um porto comercial de séculos; e Ho Chi Minh, ao sul, fervilha em ritmo próprio.
A paisagem acompanha. Os pilares calcários de Ha Long emergem da água como uma ilustração antiga; os terraços de arroz do norte foram esculpidos na montanha por gerações; as cavernas de Phong Nha abrigam rios subterrâneos e câmaras entre as maiores do mundo; e o Delta do Mekong organiza a vida ao redor da água, com mercados que flutuam.
E há a comida — provavelmente o melhor argumento do país. Do pho tomado no café da manhã ao banh mi de esquina, da cozinha imperial refinada de Hue ao café vietnamita coado devagar, comer no Vietnã é a forma mais direta de entendê-lo.
Hanói abre a viagem pelo Bairro Antigo, onde o incenso escapa de pagodes escondidos e os vendedores ambulantes ocupam vielas estreitas. A melhor forma de conhecer a cidade é comendo: um tour guiado de comida de rua, com quem conhece os endereços certos, resolve em uma tarde o que levaria dias para decifrar sozinho. Dali partem as duas grandes experiências do norte: a Baía de Ha Long, com quase dois mil pilares calcários que se percorrem em cruzeiro a bordo de um junco tradicional — ou, para outra perspectiva, de hidroavião —, e as montanhas de Sapa, Ha Giang e Mai Chau, onde os terraços de arroz escalam as encostas e as aldeias de etnias minoritárias mantêm mercados e tecelagem tradicionais.
No centro, Hue, a antiga capital imperial, guarda a cozinha mais refinada do país — pratos pequenos e elaborados, herdados da precisão da corte. Hoi An é o encanto puro: as ruas do casco antigo, fechadas aos carros, se iluminam à noite com lanternas de seda sobre paredes ocre. A cidade reúne mais de 400 alfaiatarias, onde se encomendam roupas sob medida entregues em um ou dois dias, e as aulas de culinária começam no mercado, escolhendo as ervas. Também no centro, o Parque Nacional Phong Nha-Ke Bang abriga a Hang En, terceira maior caverna conhecida do mundo, onde se acampa em uma praia subterrânea.
Ao sul, Ho Chi Minh mistura arquitetura colonial francesa e torres de vidro, e os Túneis de Cu Chi, nos arredores, contam a história da resistência. Um tour de Vespa pelos bairros menos turísticos é a melhor forma de furar a superfície da cidade. Mais abaixo, o Delta do Mekong revela casas sobre a água e os mercados flutuantes, como o Cai Rang — percorridos em barcaças de arroz convertidas em hotéis flutuantes privativos. E a ilha de Phu Quoc fecha a viagem com praias de coqueiros, mergulho e frutos do mar.
O Nam Hai é o endereço de praia mais celebrado do Vietnã. São 100 villas privativas distribuídas por jardins exuberantes à beira da praia de Ha My, em um projeto inspirado na arquitetura tradicional vietnamita — pavilhões abertos, integração com o verde e uma leitura contemporânea da herança local. Todas as acomodações são villas: de um quarto com vista para o mar, com ou sem piscina; de dois quartos com piscina; Family Villa, com sala separada para crianças; de três quartos com vista para o jardim; e a Beachfront Five-Bedroom Pool Villa, à beira-mar.



Inaugurado em 1901 por investidores franceses, o Metropole é o hotel mais histórico do Vietnã e foi o primeiro do mundo a receber a chancela Sofitel Legend, em 2009. Por seus corredores passaram Charlie Chaplin, Graham Greene e Somerset Maugham — todos com suítes batizadas em sua homenagem.



O Capella Hanoi é, provavelmente, o hotel mais teatral da Ásia. Instalado em um bulevar tranquilo perto do Lago Hoan Kiem, entre a Ópera de Hanói e o Bairro Antigo, o projeto é assinado por Bill Bensley e concebido como uma homenagem à ópera e aos anos 1920 — uma obra-prima art nouveau onde cada acomodação foi decorada individualmente com memorabilia operística, em tributo a cantores, compositores e produções lendárias.


