Nenhum país exportou tanta cultura nas últimas duas décadas quanto a Coreia do Sul. O K-pop, os dramas, o cinema e a cosmética coreana criaram uma familiaridade curiosa: muita gente chega a Seul reconhecendo cenários que nunca visitou. Mas o país entrega muito mais do que a sua própria imagem.
Seul é a síntese: palácios da dinastia Joseon a poucos quarteirões de arranha-céus e distritos de compras, casas de chá em hanoks tradicionais ao lado de cafés de design, e uma vida noturna que não dorme. A cidade convive com as duas temporalidades sem esforço aparente.
Fora da capital, o país revela outras camadas. Busan entrega o litoral, os mercados de frutos do mar e o ritmo mais solto do sul. Gyeongju, antiga capital do reino Silla, é um museu a céu aberto onde ainda se pode dormir em um templo budista em atividade. E Jeju, a ilha vulcânica, reúne trilhas, campos de chá e crateras.
A mesa acompanha: da churrascaria coreana ao banquete de banchan, dos mercados de rua à alta gastronomia de Seul.
Um destino para quem quer contemporaneidade, tradição viva e experiências que se fazem com as mãos — não apenas se observam.
Seul é a porta de entrada e o coração da viagem. O roteiro clássico começa nos palácios — e vale fazê-lo vestindo um hanbok, o traje tradicional, alugado nas lojas em frente ao Gyeongbokgung: quem entra vestido não paga ingresso, e as fotos falam por si. Entre uma coisa e outra, a caminhada pelo Cheonggyecheon, o riacho revitalizado que corta o centro, mostra a Seul contemporânea, e o Seoul Sky, no alto da Lotte World Tower, entrega a cidade inteira do 118º andar.
A Coreia, porém, se conhece fazendo. Em Seul, dá para ter aula de K-pop em Hongdae, com coreógrafos que treinam idols; aula de taekwondo, a arte marcial nacional; uma cerimônia do chá com apresentação de gayageum, a cítara tradicional, em uma casa hanok; e uma oficina de makgeolli, o vinho de arroz leitoso. Há até a análise de coloração pessoal, ritual de beleza tão popular entre as coreanas que virou atração turística — e que combina bem com uma tarde de compras em Myeongdong. Nos mercados de medicina herbal, o passeio revela uma Seul que poucos turistas alcançam.
Fora da capital, o país se abre. Busan, no litoral, tem os mercados de frutos do mar, as aulas de cozinha coreana e os passeios de iate por Haeundae. Gyeongju, antiga capital do reino Silla, permite o templo-stay no Golgulsa, com pernoite, meditação e rotina monástica junto aos monges budistas. Jeju, a ilha vulcânica do sul, reúne a subida ao Hallasan, o ponto mais alto da Coreia, e os campos de chá verde da O’Sulloc. E cidades menores guardam o artesanato vivo: a cerâmica onggi em Sunchang, feita com mestres oleiros, o chá fermentado de Gangjin, a pintura folclórica de Jeonju e a fortaleza de Hwaseong, em Suwon, Patrimônio da UNESCO.
O Josun carrega a hotelaria mais antiga da Coreia: a marca está presente em Seul há mais de cem anos, desde 1914 — referência preservada no nome do bar da casa, o 1914 Lounge & Bar. A versão contemporânea da marca, o Josun Palace, fica em Gangnam, o distrito que o K-pop tornou conhecido no mundo inteiro, com quartos e suítes voltados para o skyline. A gastronomia reúne cinco endereços: o Constans, de cozinha internacional; o The Great Hong Yuan, de alta cozinha chinesa; o Eatanic Garden, de alta gastronomia coreana; o 1914 Lounge & Bar; e o Josun Deli.



O Four Seasons Seoul ocupa o melhor endereço para quem quer a Coreia histórica: fica em Gwanghwamun, no coração da cidade, a poucos passos do palácio Gyeongbokgung — e algumas categorias de quarto têm vista direta para ele. As acomodações incluem Premier Rooms, City-View Executive Suites, Palace-View Executive Suites, Ambassador Suites e as Sejong Two-Bedroom Suites.



O Art Paradiso é o hotel mais inusitado da Coreia. Integra o complexo Paradise City, em Incheon, a apenas 1 km do aeroporto internacional, e se define como um hotel-galeria: as suítes funcionam como espaços expositivos privativos, e a arquitetura joga com pisos de mármore, tetos espelhados, paleta monocromática e iluminação cênica. São 58 quartos em sete andares, em quatro categorias de suíte: Duplex, Junior, Deluxe e a Royal, de dois quartos. Todas para dois hóspedes, e o hotel é adults only, a partir de 18 anos.


